Nós somos pessoas comuns. Vivemos em uma sociedade consumista, onde a escala de valor pessoal depende de “ter” bens e produtos. O que se tornou muito mais importante do que “ser” alguém, ter algum propósito na vida.
Em meio a uma competição frenética e sem um sentido profundo para suas próprias existências, as pessoas transformaram suas vidas em uma busca impossível e desgastante para se chegar ao ápice da escala social. O que significa parecer um rico. Ou ao menos possuir o último modelo de celular, ostentar a roupa mais cara ou morar na maior casa.
Os comuns pensam que são diferentes e originais. Mas consomem o que o mercado quer. A variedade dos produtos confere essa falsa sensação.
Produtos e mais produtos de "beleza" são oferecidos. Na sociedade de consumo e propaganda, a química destrói a saúde dos comuns.
Nessa sociedade uns descem, outros sobem. Mas, a maioria não chega a lugar algum.
Vencidos pela sociedade de consumo muitos comuns descobriram o melhor lugar do Shopping. A exaustão da vida moderna, sem objetivos edificantes, os leva a dormir ou a se robotizarem por horas observando os celulares patéticos.
Nós andamos e vemos modelos de beleza irreais, corremos para a academia em vão. As pessoas alienadas transformaram a existência em algo superficial. Tudo é julgado pela aparência e o indivíduo se desqualifica por padrões impostos irreais e repletos de preconceitos.
Alguns comuns andam sem parar nos centros de consumo. Observam inúmeros produtos, os comuns não podem comprar a grande maioria dessas porcarias. Só nos resta olhar, andar, não pensar...






Maravilhoso post, cheio de palavras necessárias e reflexivas sobre uma sociedade doente, cuja cultura é aceita e pouco ou nada questionada. É muito bom ver uma pessoa contestar e debater tal sociedade.
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